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Wevet | Conexão com o mundo animal

Celso Zucatelli

Jornalista, apresentador, radialista, Celso Zucatelli está sempre inventando algo novo na carreira. Ele entrou para o mundo do entretenimento quando começou a apresentar o Hoje em Dia, revista eletrônica da Record que conquistou o público brasileiro e levou a emissora à briga pelo primeiro lugar na audiência.

Sua primeira passagem pelo programa foi em 2007, mas ele assumiu definitivamente a atração em 2009, quando voltou de uma temporada de dois anos em Nova York, onde teve a missão de cobrir a histórica eleição de Barack Obama, entre outros fatos marcantes da vida americana.

Zuca, como ficou conhecido do grande público, começou a carreira no Estadão escrevendo sobre carros e motos, uma paixão que o acompanha desde sempre. O rádio e TV vieram da inquietação que o faz sempre querer aprender e abrir novos mercados. Aliás, como ele está fazendo novamente agora, viajando o Brasil como palestrante motivacional para empresas e empreendedores, falando justamente sobre a importância de se reinventar para crescer na carreira. 

Na TV, Zucatelli também encara um novo desafio. Em abril deste ano, estreou o programa De A a Zuca, na TV Gazeta. A atração é exibida de segunda à sexta, ao meio-dia, ao vivo. É um talk show na hora do almoço, que aborda temas como saúde, comportamento, música, viagem e, entre eles, um assunto de grande destaque, o mundo pet, no qual ele interage com seus cachorrinhos Paçoca e Tapioca, que estão conquistando cada vez mais seus telespectadores.

Em entrevista exclusiva à revista WeVet, Celso nos conta como tudo começou, as curiosidades do programa também voltado para o mundo dos pets e é claro, como os fofos e queridos Paçoca e Tapioca transformaram sua vida pessoal e profissional.

Zuca, como o Paçoca entrou na sua vida? Você sempre gostou dos cães?

“Sim, eu sempre gostei de cachorros. Meus primeiros cães foram um Pastor Alemão e um Husk Siberiano. Depois deles fiquei muitos anos sem ter cachorro em casa. Aninha, minha esposa, acreditava que não gostava de cachorro, mas, na verdade, ela nunca tinha tido um. Até que chegou o Paçoca com força total e trouxe muita alegria às nossas vidas.

Como surgiu a idéia de transformar o Paçoca em uma estrelinha de TV?

“Na verdade, foi sem querer, aconteceu por acaso. Estávamos em uma reunião de pauta e um dos temas do dia era sobre cachorros e precisávamos de um cachorro de médio, um de grande e um de pequeno porte para falarmos sobre os diversos tamanhos dos cães. Então me ofereci para levar o Paçoca que ainda era um filhote no dia seguinte para a televisão. Foi uma loucura, os telespectadores não paravam de ligar, todos ficaram loucos por ele. Desde então, Paçoca acabou crescendo no estúdio, sempre feliz e bem à vontade e não saiu mais”

E para quem pensa que o cãozinho Paçoca faz bem apenas para Zuca, se engana. Celso Zucatelli garante que acrescenta alegria também na vida das pessoas à sua volta. 

“É muito legal. Acabamos colaborando para melhorar o humor das pessoas. Antes da Tapioca, quando eu só ia com o Paçoca para o trabalho, parado no trânsito, eu olhava para o lado. Imagina só, a pessoa está de mal humor, brigou com o chefe ou com a mulher, está atrasado e de repente ele também olha para o lado e vê um “cara”, em uma moto de 400 quilos e um cachorro de óculos escuros, o que acontece? Ele ri, ou seja, eu trouxe mais sorrisos, eu mudei o dia ruim daquela pessoa. Aí eu penso: Por que mudar a vida de uma pessoa só, se com uma imagem e coisas divertidas como estas eu posso mudar o dia de várias pessoas, seja na rua, nas redes sociais e na televisão? Por que não o fazer? Se faz bem para a gente, por que não dividir com as pessoas?” – declarou o apresentador.

 

E como e em que momento, a Tapioca passou a fazer parte da família?

“Resolvi ter um segundo cachorro para que fizesse companhia para o Paçoca, para que não ficasse sozinho, aí veio a Tapioca. No início não foi fácil, porque Paçoca era muito ciumento e sofreu. Demorou 1 ano até que ele se acostumasse e entendesse que ela não era uma invasora, mas sim uma irmã para ele e hoje eles se dão muito bem e são super companheiros”.

Existem muitas diferenças entre a personalidade dos dois?

“Com certeza, a Tapioca é uma “figuraça”, muito diferente do Paçoca. Ele é bonachão, ela já é mais brincalhona, mais “espuleta”. O Paçoca voltou a ser criança. Ele já nem ligava mais para os brinquedos dele até que voltou a brincar mais com as suas coisinhas quando a Tapioca chegou. Eu diria que ele rejuvenesceu bastante depois da chegada da “Tapi”.

 

São inúmeros os benefícios em se ter um animal de estimação, estudos comprovam isto. O que de melhor Paçoca e Tapioca trouxeram em sua vida, no seu dia a dia?

“Você pode estar no pior dia da sua vida, aí você chega em casa e rola 30 segundos no chão com seu cão, brinca 30 segundos com seu gato, você acaba nem lembrando mais qual era o problema que você tinha e a sua chateação. Eles transformam o nosso dia, sempre para melhor, distribuem amor puro. Nos preocupamos demais com coisas que não são importantes e a simplicidade da relação dos animais com a gente, é um ensinamento maravilhoso. Penso que uma pessoa que convive com um animal, seja ele qual for, se transforma em uma pessoa melhor, uma pessoa que valoriza mais o amor, o cuidado e que dá valor ao que realmente importa. A minha vida só melhorou”.

 

Estudos mostram que a convivência com os animais reduz níveis de estresse e de pressão e ainda reduz as chances de desenvolver problemas cardíacos e o tempo de adoecimento. Você vive e ainda trabalha com seus cãezinhos. Tem sentido este tipo de mudança na sua saúde?

“Me sinto mais jovem do que antes da chegada do Paçoca, há 8 anos. Tenho certeza que só tive efeitos positivos para a minha saúde, tanto mental, quanto espiritual e física. Você acaba ganhando novos valores, passa a ver a vida de outra forma. Respeito o espaço das pessoas que não tem animal de estimação, mas sempre digo que elas não sabem o que estão perdendo. Outro dia entrevistei um especialista em bruxismo, aquela coisa de ranger, apertar ou bater os dentes. E ele me disse que quando uma criança chega com o problema, ele recomenda aos pais que levem um cão para a casa, que o efeito na redução da tensão é imediato. Eles só nos fazem bem”.

 

Quais dicas você daria para quem tem dúvidas sobre ter ou não um animal em casa?

“As pessoas perguntam: “Ah, dá muito trabalho?”, depende do que você considera trabalho. Cuidar da casa dá trabalho, limpar o seu celular dá trabalho, enfim, tudo “dá trabalho” se for pensar dessa forma. Eu não acho que dê trabalho algum. Eu penso em quanta alegria me faz. 

“Às vezes outros me falam também: “Ah Zuca, queria adotar um cachorro, mas não sei o tamanho que ele vai ficar e eu moro em apartamento”. Se o problema for este, então é só adotar um animal já adulto, que inclusive, são os mais difíceis de serem adotados nas ONGS. Assim, você já sabe o tamanho. E quanto a ter tempo, nesta vida arrumamos tempo para tudo. Se pararmos para pensar, as pessoas passam de 2 a 4 horas olhando o Instagram e o Facebook, por exemplo, ou seja, também podem ter tempo para brincar com seu cão ou dar uma volta no quarteirão com ele”.

 

Voltando o assunto agora para o seu novo programa. Nos conte sobre ele, especialmente sobre o assunto Pets e como ele é abordado no De A a Zuca.

“O programa hoje tem bastante espaço Pet. Temos o quadro “Minuto pet”, os telespectadores nos enviam vídeos e fotos de seus bichinhos de estimação, mostramos também publicações curiosas e divertidas de animais da internet, e, pelo menos duas vezes por semana, entrevistas sobre temas relacionados à saúde dos nossos pets. Enfim, o assunto pet está muito presente no programa. É uma paixão minha e, por este motivo, é natural que as pessoas esperem que eu fale sobre. Meu compromisso com o meu telespectador é o de levar sempre muita informação sobre o mundo dos pets que eles tanto amam”.

 

O quadro temporário chamado “Tauk Show” foi uma excelente ideia, um quadro divertido e diferenciado com os animais como protagonistas. É complicado gravar com eles? Existe alguma artimanha para deixá-los mais tranquilos?

“Quando o cão é muito filhote ou não é adestrado, é mais difícil. As entrevistas que tivemos no quadro foram tranquilas, não houve stress. O Paçoca apesar de não ser adestrado, está acostumado, pois frequenta o estúdio desde muito pequeno, é como se fosse sua casa, ele se aproxima da câmera e já olha para ela. Essa tranquilidade também é passada para o convidado, e todo mundo fica à vontade.

 

Quanto a audiência, Zuca se mostra contente com o retorno em poucos meses de programa no ar.

“O retorno é muito bom, a audiência está crescendo bastante no programa, e, claro, no assunto Pet, que tem sempre muito espaço. As pessoas sabem do meu amor por eles e da minha preocupação em sempre oferecer informação de qualidade sobre o assunto. É um privilégio poder aprender com os especialistas que entrevisto para cuidar bem dos meus filhos caninos e dividir isso com todos. Se você está contribuindo com o seu público, em assuntos de seu grande interesse, o retorno é imediato.


Como tornar a convivência com os bichinhos de estimação cada vez mais feliz?

“Dedique tempo a ele, nosso bichinho deve ser respeitado. Eles nos dão muito amor e por isso precisam de muito amor em troca. Quando digo “dedicar tempo”, não me refiro só a levá-lo para tomar um banho uma vez por semana e comprar boa ração, mas também brincar com ele, dar carinho e passar um tempo dedicado somente a ele, porque é isso que eles mais querem da gente”.

A maior alegria do seu animalzinho, tanto dos cães quanto dos gatos, por exemplo, é estar ao teu lado e usufruir de momentos agradáveis. Curta bastante estes momentos. Tudo isso vai ser bom para ele e, pode ter certeza, melhor ainda para você.

 

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